ADA 2010 - Rastreamento de diabéticos em populações de risco é custo efetivo: "
No Congresso da ADA, realizado na Flórida, a Dra. Ranne Chatterjee, afirmou que o rastreamento para diabetes em população de risco economiza dinheiro em curto prazo. O trabalho foi realizado em pessoas adultas e obesas. A projeção é que no prazo de três anos existe uma economia significativa, mesmo levando em contas o custo da medicação e os falsos negativos. A estimativa de redução de custos é de 7,3 % para aqueles com BMI de 25 a 35 kg por metro quadrado e de 21,5 % para aqueles com mais de 35 kg.
Com relação à idade, a redução de custos é de 8,1 % para os da faixa etária entre 40-55 anos e de 17,1 % para os maiores de 55 anos. Estes achados reforçam a posição da ADA de que os testes de rastreamento são úteis em qualquer situação, mas especialmente nos pessoas com sobrepeso ou obesidade, ou ainda naqueles que tem um ou mais fator de risco.
O grupo da Dra. Ranne, concluiu ainda que o método mais barato de rastreamento é o teste com 50 g de glicose oral realizado de forma oportunística. O Dr. Richard Bernensstal, do Centro Internacional de Diabetes em Mineapolis, diz que o melhor método deve ser debatido de acordo com o grupo de risco que vai ser examinado. Declarou ainda: “Muitos médicos e sistema de saúde tem que adotar um sistema estratégico que pode varia bastante na sua abordagem. O custo é uma parte essencial desta discussão. Todos os dados do gerenciamento mostram que quanto mais cedo você intervir, mais efetivo e seguro será o acompanhamento das populações.”.
Nas pessoas suspeitas, recomenda-se um segundo teste com hemoglobina glicada e um teste padrão de glicose 2 horas após a ingestão de 75 g de glicose. A prevalência esperada de diabetes é de 12 % que aumenta para 35 % nos obesos.
Com relação a dia de a prevalência é de 10 % antes dos 40 anos e de 35 % acima dos 55 anos. Os custos totais associados a um teste de tolerância foi mais baixo do que a opção de não realizá-lo. Fazer o teste representou, na população estudada, US 216,007 versus 242,737 para os diabéticos e pré-diabéticos juntos.
Os testes para encontrar uma pessoa com diabetes diminuíram à medida que aumenta o IMC. Ele é de US 153 para as pessoas abaixo de 25 kg por metro quadrado de superfície corporal e de US 61 para uma pessoa com IMC 25 kg. O mesmo é verdadeiro com o aumento da idade, custando US 218 para as pessoas abaixo de 40 anos e passando para US 85 na faixa de idade de 40 a 55 e US 61 acima de 55 anos.
Assim a economia com o rastreamento é maior nos obesos (253 versus 73 por pessoas no grupo de peso normal ou baixo) e no grupo mais idoso (US 239 versus US 65 para pessoas abaixo de 55).
A ADA, no entanto, recomenda que o rastreamento deva ser feito com a determinação da A1C e da glicemia em jejum. Este é o seu método preferencial.
Fonte: Chatterje R, et al “Screening for diabetes and pré-diabetes shoul be cost-cost savind in high-risk patients”. ADA 2010; Abstract 65-LB
Agência de Notícias
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