segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Albumina/ Creatiina Urinária: Potencial Marcador

Aí está uma notícia interessante: a determinação da razão entre albumina e creatinina urinárias pode discriminar maior risco para insuficiência cardíaca. Saiu no Lancet, leia o resumo:



Albuminuria in chronic hearth failure: prevalence and prognostic importance

Colette E Jackson MB ChB a,
Scott D Solomon MD b, Prof Hertzel C Gerstein MD c, Sofia Zetterstrand PhD d, Bertil Olofsson PhD d, Prof Eric L Michelson MD e, Prof Christopher B Granger MD f, Prof Karl Swedberg MD g, Prof Marc A Pfeffer MD b, Prof Salim Yusuf DPhil c, Prof John JV McMurray MD a , for the CHARM Investigators and Committees

Summary

Background

Increased excretion of albumin in urine might be a marker of the various pathophysiological changes that arise in patients with heart failure. Therefore our aim was to assess the prevalence and prognostic value of a spot urinary albumin to creatinine ratio (UACR) in patients with heart failure.

Methods

UACR was measured at baseline and during follow-up of 2310 patients in the Candesartan in Heart failure: Assessment of Reduction in Mortality and morbidity (CHARM) Programme. The prevalence of microalbuminuria and macroalbuminuria, and the predictive value of UACR for the primary composite outcome of each CHARM study—ie, death from cardiovascular causes or admission to hospital with worsening heart failure—and death from any cause were assessed.

Findings

1349 (58%) patients had a normal UACR, 704 (30%) had microalbuminuria, and 257 (11%) had macroalbuminuria. The prevalence of increased UACR was similar in patients with reduced and preserved left ventricular ejection fractions. Patients with an increased UACR were older, had more cardiovascular comorbidity, worse renal function, and a higher prevalence of diabetes mellitus than did those with normoalbuminuria. However, a high prevalence of increased UACR was still noted among patients without diabetes, hypertension, or renal dysfunction. Elevated UACR was associated with increased risk of the composite outcome and death even after adjustment for other prognostic variables including renal function, diabetes, and haemoglobin A1c. The adjusted hazard ratio (HR) for the composite outcome in patients with microalbuminuria versus normoalbuminuria was 1·43 (95% CI 1·21—1·69; p<0·0001) p="0·0001)">

Interpretation

Increased UACR is a powerful and independent predictor of prognosis in heart failure.

Funding

AstraZeneca.




As Farmácias e a Resolução 499

Está por aí uma encarniçada discussão a respeito da resolução 499, do Conselho Federal de Farmácia, a respeito da prestação de serviços por farmácias e drogarias. Ali, além da aferição da pressão sanguínea, temperatura, e colocação de brincos e piercings, há a possibilidade de realizar exames de glicose, colesterol e triglicerídeos (os dois últimos, ao que parece, suspensos).

Pessoalmente, considero esta medida extremamente temerária. Não é de hoje que as farmácias deixaram de ser equipamentos de saúde e se tornaram comércio, dos mais prostituídos. Não é de hoje que praticamente não se encontram farmacêuticos preparados em farmácias (quando se encontram farmacêuticos). Hoje, o setor está dominado pelos empresários leigos e por profissionais que somente tentam se segurar no emprego de "assinar uma farmácia", de longe deixando de exercer sua função (o que em muitos casos nem se sabe ao certo do que se trata). Há honrosas exceções, mas o que mais se vê no mercado é uma assombrosa combinação entre desinformação e comércio ferino, o que só faz aumentar a automedicação, o uso incorreto de medicamentos, a empurroterapia, etc.

Imagine tudo isso, se na própria farmácia se puder fazer, de modo irresponsável (por exemplo, quando não houver farmacêutico presente), determinações que podem auxiliar no intento de se empurrar um medicamento? Ora, se em laboratórios, já é possível errar nestas determinações, o que dizer em um ambiente e um negócio que não foram concebidos para isso? Como será o controle? Como se emitirão os laudos? Qual o grau de confiabilidade dos testes?

Entendo que teoricamente, isto pode funcionar, mas, intimamente sei que está se encaminhando mais um desastre. Por outro lado, deve-se salientar que esta resolução é extremamente positiva no que tange a outras decisões, como a de prestação de serviço domiciliar farmacêutico, e outros, como avaliação da farmacoterapia indicada ao paciente, e aplicação de injeção e nebulizações, por exemplo.


Maurício Pacheco de Andrade

Manual de Coleta de Sangue Venoso

Lançada pela SBPC a nova versão das Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica
Medicina Laboratorial para COLETA DE SANGUE VENOSO, excelente documento, um verdadeiro tratado sobre o assunto. Escrito por uma comissão de patologistas, serve muito bem para treinamento do pessoal. Leitura obrigatória.

Veja a notícia no sítio da SBPC

Baixe o documento (130 páginas) aqui

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Duas novidades do site da sbpc

Retirei do site da SBPC, duas notícias interessantes:

Primeira, um curso para educadores em diabetes:

Estão abertas as inscrições para o curso a distãncia de pós-graduação latu sensu "Formação de Educadores de Diabetes", organizado pela Associação Nacional Brasileira de Educadores em Diabetes (Anbed) e Universidade Paulista (Unip).

Podem participar graduados em cursos universitários da área da Saúde, como Biologia, Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Medicina. Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Pedagogia, Psicologia, Serviço Social.

Todas as aulss são transmitidas pela Internet. Somente a prova final é presencial. O curso ura 360 horas.

As inscrições custam R$ 200. Mais informações: tels. 0800-010-9000, (11) 3767-6100, e-mail parceria.sepi@unip.br, com Tiago, ou no site www.unip.br/ead.







Segunda, um recurso interessante do site: o e-thesaurus. Ainda não experimentei, só estou citando, assim que utilizar conto aqui no blog:


Site ajuda a interpetar 2 mil testes
(05/08/2009)

Um recurso importante na Medicina Laboratorial Baseada em Evidências (MLBE). Trata-se do e-Thesaurus, site que a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) traduziu para português, através de um acordo com a Sociedade Italiana de Medicina Laboratorial (SIMel), que o desenvolveu.

Ele ajuda a interpretar cerca de 2 mil testes diagnósticos laboratoriais, radiológicos e cardiológicos. Pode ser consultado pelos profissionais de laboratório e pelos médicos que solicitam os exames.

A pesquisa de uma determinada doença ou teste laboratorial apresenta uma tabela com referências bibliográficas e os parâmetros, quando disponíveis: cut-off, sensibilidade e especificidade, razão de chances positiva (Positive Likelihood Ratio ou LR+), razão de chances negativa (Negative Likelihood Ratio ou LR-), razão de verossimilhança diagnóstica (Diagnostic Odds Ratio) e número necessário para diagnosticar a doença (NDD - Number Needed to Diagnose).

O nomograma (à direita) permite calcular a probabilidade pós-teste em função da probabilidade de pré-teste e do LR+ e LR-.

Como usar o e-Thesaurus
A SIMeL quer incentivar a Medicina Laboratorial Baseada em Evidências. Por isso, o acesso ao e-Thesaurus está liberado.

No site da SBPC/ML (www.sbpc.org.br), clique no nome do e-Thesaurus encontrado no menu do lado direito. Para navegar é melhor usar o programa Internet Explorer.

Após entrar no e-Thesarus, digite "demo" nos campos "login" e "senha" da página de abertura. Na página seguinte, clique na bandeira do Brasil para selecionar a língua.

Para fazer a pesquisa é preciso escrever o nome da doença ou do teste no campo "Busca". Os resultados aparecem na parte inferior da tela. Deve-se escolher um dos trabalhos científicos indicados e clicar no valor de LR+ (probabilidade de apresentar a doença) ou LR- (probabilidade de afastar a existência da doença).

A tabela superior e o nomograma são preenchidos automaticamente. Alterando a probabilidade pré-teste (cursor esquerdo), a probabilidade pós-teste (cursor direito) é calculada automaticamente. Em situações rotineiras, o cursor central do nomograma não deve ser manipulado pelo usuário.

"É possível avaliar de forma objetiva, baseada em evidências, como um teste laboratorial tem impacto no diagnóstico de uma determinada condição", explica o diretor de Comunicação da SBPC/ML, Murilo Melo.

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